quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ALGO SOBRE MOTIVAÇÃO E ORGANIZAÇÕES DE TRABALHO

por Gleice Marcondes



A motivação em modo geral está totalmente relacionada ao desejo!

O modelo emergente nas relações organizacionais presentes pauta-se pelo respeito às vontades individuais e não mais pelo exercício do domínio sobre os empregados.

Claro que as organizações são permissivas aos “desejos” dos funcionários dentro de algo que não esteja fora do conceito prioritário da empresa em questão.

O trabalhador hoje visa qualidade de vida, motivação pessoal além de remuneração atrativa, e acredito que isso esteja totalmente relacionado às novas tendências e os desafios propostos por ela.

É sobre a dinâmica das relações humanas, que incidem as mais significativas transformações no comportamento humano nesse século. E tais mudanças têm se processado, devido à evolução histórica dos conceitos e as transformações sociais que ocorreram em decorrência disso.

É chegado o momento, portanto de nos determos na análise de alguns elementos que pautam esses novos rumos das organizações nos dias atuais.

Maslow, famoso por seus estudos acerca dos preceitos de motivação, faz uma citação que gostaria de utilizar para ilustrar um pensamento: “A utopia é definida como um lugar onde há suficiente comida”. Dessa forma, o respeito, a liberdade, o conhecimento e o amor não são prioritários para quem não tem comida!

Penso que independente de que classe social o individuo pertença as necessidades fisiológicas são prioritárias para sim ir a busca de algo além. Ou então diferente disso dedicará sua existência para garantir sua sobrevivência.

Muitas relações de trabalho se dão dessa maneira, poucas pessoas tem a possibilidade de investir naquilo que realmente gosta, onde está o seu desejo, sua motivação.

Para muitos, motivação é luxo, é algo se quer mencionado, não faz parte do seu vocabulário, principalmente no âmbito profissional. Para esses a sua motivação maior é conseguir minimamente pagar suas contas e colocar comida na mesa.

Vale ressaltar que lideres e gestores de grandes organizações tem conseguido alterar alguma coisa nesse cenário. Empresas têm proposto treinamentos interativos e motivacionais misturando equipes de diferentes áreas, buscando a empatia e bom relacionamento entre eles.

Dessa forma conseguem fazer com que aqueles que “nunca são vistos” passem a existir de maneira significativa, pois para alguém que nem é olhado passar a ser reconhecido pelas suas funções e ser chamado pelo próprio nome é algo que motiva e convida a melhoria da qualidade de trabalho.

Sobretudo, posso concluir que a equidade no ambiente de trabalho nas organizações é fator preponderante para a motivação do trabalhador.

Afinal existir é uma condição fisiológica, e seu reconhecimento gera respeito, a partir daí podemos sugerir motivações verdadeiras pautadas no desejo e na realização.

Gleice Marcondes

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